Alguma da obra poética dos seus heterónimos, especialmente o Livro do Desassossego de Bernardo Soares...

.posts recentes

. Temor da morte

. sem título

. Trecho 433, Livro do Desa...

. trecho 188, Livro do Desa...

. trecho 182, Livro do Desa...

. ...

. Carta a Ophélia não datad...

. Ode de Ricardo Reis

. Trecho 381 do Livro do De...

. outra Ode de Ricardo Reis

.arquivos

. Outubro 2007

. Maio 2007

. Março 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

Sexta-feira, 18 de Março de 2005

trecho 460 Livro do desassossego Bernardo Soares

Quanto mais alta a sensibilidade, e mais subtil a capacidade de sentir, tanto mais absurdamente vibra e estremece com as pequenas coisas. É precisa uma prodigiosa inteligência para ter angústia ante um dia escuro. A humanidade, que é pouco sensível, não se angustia com o tempo, porque faz sempre tempo, não sente a chuva senão quando lhe cai em cima. O dia baço e mole escalda humidamente. Sozinho no escritório, passo em revista a minha vida, e o que vejo nela é como o dia que me oprime e me aflige. Vejo-me criança contente de nada, adolescente aspirando a tudo, viril sem alegria nem aspiração. E tudo isto se passou na moleza e no embaciado, como o dia que no faz ver ou lembrar. Qual de nós pode, voltando-se no caminho onde não há regresso, dizer que o seguiu como o devia ter seguido?
publicado por busybee às 19:46
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds