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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2005

XXXIV-ALBERTO CAEIRO

Acho tão natural que não se pense
Que me ponho a rir às vezes, sozinho,
Não sei bem de quê, mas é de qualquer coisa
Que tem que ver com haver gente que pensa

Que pensará o meu muro da minha sombra?
Pergutno-me às vezes isto até dar por mim
A pergutnar-me coisas...
E então desagrado-me, e incomodo-me
Como se desse por mim com um pé dormente...

Que pensará isto de aquilo?
Nada pensa nada.
Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem?
Se ela a tiver, que a tenha...
Que me importa isso a mim?
Se eu pensasse nessas coisas,
Deixaria de ver as árvores e as plantas
E deixava de ver a Terra,
Para ver só os meus pensamentos...
Entristecia e ficava às escuras.
E assim, sem pensar, tenho a Terra e o Céu.
publicado por busybee às 13:58
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1 comentário:
De Anónimo a 18 de Fevereiro de 2005 às 14:33

Gostei muito do teu blog,gostei especialmente de Dezembro, pela qualidade e variedade de informação.
Já agora deixo-te um poema de que gosto especialmente.

Beijinhos Milena

PARA SERES GRANDE,
SÊ INTEIRO; NADA
TEU EXAGERA
OU EXCLUI.
SÊ TODO EM
CADA COISA.
PÕE QUANTO ÉS
NO MÍNIMO QUE
FAZES.
ASSIM EM CADA
LAGO A LUA
TODA BRILHA,
PORQUE ALTA
VIVE.

Fernando Pessoa




Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dôr nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos Deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.”
RICARDO REIS









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