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Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006

...

Lisboa com as suas casas

De várias cores,

Lisboa com suas casas

De várias cores,

Lisboa com suas casas,

De várias cores...

À força de diferente, isto é monótomo.

Como à força de sentir, fico só a pensar.

 

Se, de noite, deitado mas esperto,

Na lucidez inútil de não poder dormir,

Quero imaginar qualquer coisa

E surge sempre outra (porque há sono,

E, porque há sono, um bocado de sonho),

Queo alongar a vista com que imagino

Por grandes palmares fantásticos.

 

Mas não vejo mais,

Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,

Que Lisboa com suas casas,

De várias cores.

 

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.

À força de monótono, é diferente.

E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.

 

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,

Lisboa com suas casas,

De várias cores.

publicado por busybee às 19:33
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