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Quarta-feira, 29 de Março de 2006

Acaso

No acaso da rua o acaso da rapariga loira.


Mas não, não é aquela.


 


A outra noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.


 


Perco-me subitamente da visão imediata,


Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,


E a outra rapariga passa.


 


Que grande vantagem o recordar intransigentemente!


Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,


E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.


 


Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!


Ao menos escrevem-se versos.


Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por génio, se calhar.


 


Se calhar, ou até sem calhar,


Maravilha das celebridades!


 


Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...


Mas isto era a respeito de uma rapariga,


De uma rapariga loira,


Mas qual delas?


Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,


Numa outra espécie de rua;


E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade,


Numa outra espécie de rua;


Porque todas as recordações sao a mesma recordação,


Tudo o que foi é a mesma morte,


Ontem, hoje, que sabe se amanhã?


 


Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.


Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?


Pode ser...A rapariga loira?


É a mesma afinal...


Tudo é o mesmo afinal...


 


Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isso é o mesmo também afinal.

publicado por busybee às 17:00
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Terça-feira, 21 de Março de 2006

Dia Mundial da Poesia- mais um poema inédito de Pessoa

O mundo é um sonho velado
Por sonhos de sonhar...
Meu coração amargurado
Para quê pensar?

Para que pensar ou crer,
Descrever, ou sorrir
De pensar, crer ou descrer
De ser ou sentir?

5/2/1913

publicado por busybee às 22:00
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Dia Mundial da Poesia-poema inédito de Pessoa

A luz que vem das estrelas,
Diz- pertence-lhes a elas?
O aroma que vem da flor,
É seu? Dize, meu amor.

Problemas vastos, meu bem,
Cada cousa em si contém.
Pensando claro se vê
Que é pouco o que a mente lê
Em cada cousa, enfim,
É o ponto de partida
Da estrada que não tem fim.

Perante este sonho eterno
Falar em Deus, céu, inferno...

Ah! dá nojo ver o mundo
Pensar tão pouco profundo.

15/11-1908
publicado por busybee às 21:49
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Segunda-feira, 20 de Março de 2006

A felicidade exige valentia


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes
mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um
autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É
ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? 
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

publicado por busybee às 14:42
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Terça-feira, 14 de Março de 2006

Infante-segunda parte da "Mensagem"


I

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te portuguez..
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

publicado por busybee às 14:06
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