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Sábado, 4 de Fevereiro de 2006

trecho 22, Livro do Desassossego, Bernardo Soares

A minha imagem, tal qual eu a via nos espelhos, anda sempre ao colo da minha alma. Eu não podia ser senão curvo e débil como sou, mesmo nos meus pensamentos. Tudo em mim é de um príncipe de cromo colado no álbum velho de uma criancinha que morreu sempre à muito tempo. Amar-me é ter pena de mim. Um dia, lá para o fim do futuro, alguém escreverá sobre mim um poema, e talvez só então eu comece a reinar no meu Reino. Deus é o existirmos e isto não ser tudo.
publicado por busybee às 14:34
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2 comentários:
De Anónimo a 22 de Fevereiro de 2006 às 16:58
Ao ler este trecho vezes sem conta, continuo sem palavras... Apesar de te conhecer à pouco, sinto que te conheço à muito. Já fui ler o teu blog para "trás", desde o início. Continuo sem palavras. Normalmente os blogs que comento são "normais", com coisas do dia-a-dia.
Mas este, este é bastante diferente. É profundo, belo, causa um misto de sensações e emoções que não consigo explicar... Só sei que em ti há um potencial incrível, e espero que nunca o abandones.JRoque
(http://blog.joao-roque.com)
(mailto:blog@joao-roque.com)
De Anónimo a 20 de Fevereiro de 2006 às 17:55
Tinhas apenas 13 anos quando iniciaste este trabalho, tal como tu ele cresceu também. Admiro-te a tenacidade e a constância da paixão por Pessoa. És sensível mas não vaidosa e conhecendo-te como me conheço sei que não vai ficar por aqui uma coisa que eu jamais me proporia sequer começar. Sabes quem sou porque sabes como eu sou, não de muitas palavras de apoio e incentivo, por vezes muito crítico e exigente em demasia, mas não ligues, sabes que assim sou. Não o demonstro mas podes estar segura que te admiro nas qualidades e em certos defeitos, tu sabes quais enão preciso dizer.AMRF
</a>
(mailto:adelino.fanico@fabricafavorita.com)

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